terça-feira, 17 de novembro de 2009

O que te faz sorrir, criança?

Você já teve o prazer de chamar uma criança pra passear?
Mesmo que dê a volta em seu quarteirão
seus olhos estão atentos sem perder um detalhe
um mundo novo cheio de coisas pra desbravar
Tudo faz barulho

Pessoas tão diferentes do papai e da mamãe... E aquelas coisas grandes assim oh! Que faz vruuuum... vruuuuum... É! A mamãe disse que ela trabalha muito pra poder comprar uma pra gente, aí vamos passear muito. Mas queria passear sempre, mesmo sem bibi sabe? Gosto quando ela pega na minha mão... E o papai quando me leva nos ombros! Sabia que eu consigo ver mais alto que você de lá? Hmmmmm... Sorvete! A gente quase não fica na pracinha aqui da frente, mas aqui tem tudo! Escorrega, gangorra! Sabia que minha mãe deixa eu ficar sozinha no balanço? Bom, já está quase na hora do almoço e estou com fome. E amanhã a mamãe disse que eu vou começar na escolinha e vou conhecer muitos amiguinhos. Tomara que la tenha um monte de briquedos, né?

domingo, 8 de novembro de 2009

Apenas amor...

Os opostos se atraem!
Dizem os cientistas

É apenas o destino...
Dizem os místicos

Amor à primeira vista?
Perguntam os leigos

O amor é uma mentira!
Dizem os rejeitados

É tudo instinto...
Dizem os biólogos

Minha Alma Gêmea!
Afirmam os amantes

De corpo e Alma

A alma nasce
O corpo vive

As almas se exaltam
Os corpos flutuam

O corpo morre
A alma renasce

Apenas mais um breve surto...

sábado, 31 de outubro de 2009

Ela

Olhos arregalados
Minhas mãos tremem
Sinto calafrios subindo pela espinha

Meu coração dispara!
Olho a minha volta
Não vejo nada,
só uma mulher caída no chão

Em trapos tenta levantar-se em vão
Seus olhos pedem ajuda
Seu corpo grita por socorro

Olha em minha direção...
como se quisesse fazer as mesmas perguntas que eu
Ela chora!
Sinto suas lagrimas descendo em meu rosto
A dor de seu corpo

Ela sente meus calafrios
E arregala os olhos,
suas mãos tremem!

Pouco a pouco consigo enxergar além do escuro
A moldura aos poucos aparece...
Ela... sou EU!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Doença

A mente adoece
o corpo a acompanha
Fraqueza...
dor...
DOR!
Se proporciona dor física
para abafar a dor emocional!

Meu coração dói
meu corpo acompanha
Aos poucos adoeço
e vou definhando
morrendo
procuro momentos felizes
não os acho!

Morro infeliz!

Minha bomba

Bomba relógio!
tic tac... tic tac...
Dinamite!
tsssssssssssss...
Meu coração!
tum tum tum...
De repente a explosão!
BUUUUUUUUUUM!

E assim como uma bomba
meu coração destrói tudo que vê
E faz sangrar
Deixar marcas irreversíveis
em outros peitos
outros como ele

Jamais será como antes
penso eu
A dor causada é inesquecível
ferida que não cicatriza
não cura
Só dói
Dor insuportável!
Mas já não tenho
mais lagrimas pra chorar
O rio secou
e os peixes morreram!

BUUUUUUUUUM!
Matou todos nós!

Final feliz

Tem vezes que penso ser um pesadelo
vezes que penso ser uma história de amor
comédia...
ou aqueles filmes
que vão da tristeza pra felicidade,
o invejável final feliz!

Mas abro os olhos só
vejo discussão,
desavença,
dor,
angústia

Cadê o final feliz?
A virada pra felicidade?
Se perdeu
no meio dessa confusão
de sentimentos selvagens
Que estraçalham nosso coração doente
e carente que só ele
Que sem sucesso tenta se libertar
e ter finalmente seu final feliz.

sábado, 3 de outubro de 2009

24 de Agosto de 2009

Droga! tô atrasada! Levantei num pulo ainda tonta, como de costume. Botei a roupa e fui cambaleando fazer meu ritual no banheiro (xixi, escovar os dentes e olhar pra mesma cara de sempre).
Em poucos minutos estava pronta pra sair sem ser vista e muito menos ouvida, o que era mais dificil porque tudo rangia! Rrrrrr...! Portão idiota! Fora da visão das janelas começo a correr desesperada lutando contra o tempo. Olhei no celular enquando ainda corria pela ladeira do condomínio - 7:42. Por que nunca passa ônibus nessa rua?
Calculando mentalmente vi que andaria toda minha rua e chegaria no ponto em 7 minutos (correndo que nem louca, claro). Chegando na metade do caminho percebi que seria impossível chegar no colégio 7:50 e não poderia mais entrar depois disso. Não aguentava mais correr e desisti. Comecei então a pensar no que fazer para não voltar para casa e ouvir todo aquele famoso discurso de irresponsabilidade denovo e além disso, não ser vista na rua. Imediatamente pensei em meu namorado que estava no trabalho, então seria impossível vê-lo. Num segundo momento pensei no melhor lugar do Rio (elegido por mim), a zona sul. O lugar onde vivi os melhores momentos e conheci as pessoas mais importantes da minha vida....